Encontro Subregional Cone Sul ORIT e CLAT

10/07/2006 03:00

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Osvaldo Herbach , secretario geral adjunto da CLAT, manifestou a ABC Color que foi o segundo encontro que se organiza “para avançar um processo de unidade que está se gestando com muita força na Europa. Este ano, em novembro, se unirão as duas principais centrais sindicais mundiais. Isso tudo nos mostra que as organizações regionais na América Latina e em todos os continentes estão também realizando seus próprios processos de integração e de unidade”.

O repudio ao modelo neoliberal e ao Tratado de Livre Comércio promovido pelos EUA são duas das posturas que os delegados da ORIT , da CLAT e de outros núcleos assumiram. Rechaçam ao mesmo tempo o Tratado Livre Comercio que atende aos interesses dos EUA porque ele é lesivo aos interesses da América latina, por seusimpactos negativos sobre a vida da classe trabalhadora.

Analisou-se também a necessidade de construir o caminho de unidade do movimento sindical a nível internacional nas Américas e a nível nacional. Essa unidade é para que se acumule forças para melhor responder aos interesses da classe trabalhadora e dos povos e para a criação de uma só central sindical a nível mundial.

Pelo Paraguai participaram representantes de cinco centrais operárias tais como a CNT, CPT, CUT-A, CUT e a CGT. Pela CLAT participaram Osvaldo Herbach, Rodolfo Romero, Ramón Ermácora e Carlos Gaitán. Pela ORIT participaram Rafael Freire, Katia Gil, Marta Ayala, entre outros. (ABC Color, 22.06.2006)

A organização sindical internacional unificada um passo mais perto

O processo de estabelecer uma nova confederação sindical internacional deu um importante passo adiante, frente às decisões adotadas pelo Comitê Executivo da CIOSL em sua 125ª. Reunião, celebrada em Bruxelas de 20 a 22 de junho. O Comitê aprovou o projeto de Estatutos para a nova organização, junto com uma proposta de programa estabelecendo as principais linhas políticas de trabalho, que deverão ainda ser discutidas com a Confederação Mundial do Trabalho e outras organizações nacionais não filiadas envolvidas no processo.

Seis novas organizações foram aceitas como afiliadas da CIOSL nesta reunião, incluindo uma segunda afiliada nas Bermudas, Bermuda Trade Union Congress, uma nova organização na Bósnia-Herzegovina (KSBiH) que incorpora a atual afiliada da CIOSL, uma segunda afiliada em Swazilandia, SFL, e a CUT-A no Paraguai, A Kuwait Trade Union Federation foi igualmente aceita como membro da CIOSL, assim como uma terceira afiliada na Índia, a Self Employed Women’s Association, que organiza mulheres na economia informal e em postos de trabalho não protegidos.

Durante o debate sobre eventos econômicos globais, o Comitê Executivo se centrou nas atuais propostas da OMC com respeito ao Acesso aos Mercados para os Produtos não Agrícolas (NAMA), que poderiam ter conseqüências desastrosas para o emprego, particularmente em muitos paises em desenvolvimento. O Comitê chegou à conclusão de que se requer uma ação eficaz para evitar que as negociações sobre o NAMA sejam concluídas nos termos atuais.

Em conformidade com as propostas efetuadas durante as discussões, o Comitê decidiu que a CIOSL adotará uma postura especialmente firme na defesa dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras nos países em desenvolvimento durante as negociações do NAMA, e pediu a todas as afiliadas que empreendam ações urgentes para evitar que as negociações se processem na forma atual.

O Comitê Executivo adotou também duas Resoluções: uma sobre Albânia, onde o governo apropriou-se de propriedades dos sindicatos, e outra sobre Coréia do Sul, pedindo às autoridades que se ponha fim a suas persistentes violações dos direitos sindicais, especialmente no setor público. (CIOSL Enlinea, 26.06.2006)

A ORIT agrupa a 33 confederações e centrais de trabalhadores e trabalhadoras de 29 países da Região Americana. A ORIT é o ramo hemisférico da Confederação Internacional de Organizações Sindicais Livres

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